Dizem que só nos começos a gente se emociona com certas coisas.
Dizem também que só nos começos as músicas tocam diferentes, nos emocionam, nos fazem parar para suspirar.
Não concordo!
Hoje, um ano e alguns meses depois do meu começo parei diante da imagem do meu amor dormindo.
E uma música me veio...
http://www.youtube.com/watch?v=PssiJ9ywc0g
terça-feira, 10 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
Tragédia
Tem vez que me acho uma criança imatura, despreparada pras coisas da vida adulta.
De certas maldades e malícias que se tem que ter pra dar conta do recado sem adoecer.
Perceber que não preciso de fingir que sou forte, mas também não sendo tão fraca.
Saber dizer não, ao invés de dizer sim pra agradar a todos.
Eu não tenho que agradar a todos o tempo todo.
Ontem fiquei pensando:
- Nossa quando será que eu vou crescer!? Quando será que vou conseguir não ser atingida por tudo sempre que algo me surpreende ou sai do controle!?
Eu não sei...
Acho que na verdade isso tudo é culpa de ninguém.
Estranha ficou essa frase... Mas é isso mesmo.
Eu acho que isso tudo é culpa de ninguém.
É minha mesmo!
Eu acho que ser assim sou eu.
E isso não quer dizer que é certo ou errado, não é isso.
Porque eu tenho essa tendência a acreditar em todos, a me jogar nas coisas, a entregar tudo, a pedir tudo, a querer tudo.
O meu problema é que não consigo ser pelas metades.
Não sou de meias cambalhotas!
Parece que comigo não tem anjinho e capetinha no ombro, ou é um ou é outro... Sabe como!?
O meu problema é falta da possibilidade de ser atriz.
De ter público, platéia...
De colocar meu drama no lugar certo, lugar devido.
E nisso, nessa coisa perdida que me encontro, nesse vácuo imenso entre eu e o palco, o drama me acomete.
Sou acometida pela impossibilidade do drama.
E aí me trasformo numa tragédia!
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Se você soubesse...
Ah, amor se você soubesse do tamanho do amor que eu sinto...
Se soubesse como tudo em você me encanta...
Se soubesse da minha paixão, que não diminuiu nem um pouco nesse tempo juntas...
Se tivesse conhecimento da importância da sua chegada na minha vida...
E da alegria de te ter perto ainda...
Se pudesse sentir o que se passa em mim cada vez que te vejo...
Cada vez que te toco...
Cada vez que te sinto...
Se você soubesse, amor, que me tem inteira e não pela metade...
Que meu todo é todo seu e de mais ninguém...
Se pudesse ver com os meus olhos...
AH! Se eu pudesse fazer isso acontecer deixaria você ser eu por um dia inteiro ao seu lado pra ver o que é que se passa.
Pra você ter certeza do que sinto...
Pra você não ter medo e nem insegurança...
Pra você acreditar em mim.
Se soubesse como tudo em você me encanta...
Se soubesse da minha paixão, que não diminuiu nem um pouco nesse tempo juntas...
Se tivesse conhecimento da importância da sua chegada na minha vida...
E da alegria de te ter perto ainda...
Se pudesse sentir o que se passa em mim cada vez que te vejo...
Cada vez que te toco...
Cada vez que te sinto...
Se você soubesse, amor, que me tem inteira e não pela metade...
Que meu todo é todo seu e de mais ninguém...
Se pudesse ver com os meus olhos...
AH! Se eu pudesse fazer isso acontecer deixaria você ser eu por um dia inteiro ao seu lado pra ver o que é que se passa.
Pra você ter certeza do que sinto...
Pra você não ter medo e nem insegurança...
Pra você acreditar em mim.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Um instante.
Nesse corre-corre desenfreiado da vida...
Nessa estupidez do concreto...
Na crueza do dia a dia tem horas que é preciso para e pensar nas pequenas coisas.
A vida parece puxar a gente pra fora do rumo...
Colocar tudo fora do lugar e muitas vezes nos endurecer a visão.
Não se sente mais nada... não se pensa mais nada.
Se vive automaticamente tudo.
Não existe mais o devaneio, a contemplaçação.
Mas agora na loucura do meu dia eu quis parar.
Eu precisei disso agora.
Parei de escrever os documentos importantes, mandar os e-mails imprecindíveis de serem mandados, não vou ligar pra ninguém agora para marcar nada.
Eu parei.
Pra respirar...
Pra colocar meus pés pra cima um pouco...
Pra ouvir meu coração bater...
Pra fechar meu olhos.
Porque de repente fui invadida pela lembrança da sua imagem...
E isso merece atenção!
Te amo!
Nessa estupidez do concreto...
Na crueza do dia a dia tem horas que é preciso para e pensar nas pequenas coisas.
A vida parece puxar a gente pra fora do rumo...
Colocar tudo fora do lugar e muitas vezes nos endurecer a visão.
Não se sente mais nada... não se pensa mais nada.
Se vive automaticamente tudo.
Não existe mais o devaneio, a contemplaçação.
Mas agora na loucura do meu dia eu quis parar.
Eu precisei disso agora.
Parei de escrever os documentos importantes, mandar os e-mails imprecindíveis de serem mandados, não vou ligar pra ninguém agora para marcar nada.
Eu parei.
Pra respirar...
Pra colocar meus pés pra cima um pouco...
Pra ouvir meu coração bater...
Pra fechar meu olhos.
Porque de repente fui invadida pela lembrança da sua imagem...
E isso merece atenção!
Te amo!
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Engasgada com uma bola de pêlos...
Não dormi direito de ontem pra hoje.
Não conseguia respirar...
Tinha uma coisa na garganta e um monte de pensamentos na cabeça.
Tristeza sem fim essa frustração de artista do palco que acredita demais nas coisas.
Que sonha com o reconhecimento.
Que se dedica e cria para o público ver e passar bons momentos ali naquela sala...
Ah, cruel realidade!
Mais uma vez morro um pouco diante de planilhas e números cruéis que teimam em terminar negativos.
Tenho uma bola de pêlos de gato presa na minha garganta e uma vontade infinda de chorar!
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Sob a água.
Debaixo dela não há conflito.
Nem reunião de negócios, nem ensaios angústiados e nem buzinas de carros.
Não há grito, não tem apito de trem.
Sob ela só a paz, o silêncio!
A minha respiração.
O pulsar do meu coração ainda enferrujado... batendo forte e rápido.
Tum tum tumtum tum tum!
Lá só eu e ela...Eu e minhas lembranças...
Eu e minhas visões de você!
E nelas eu nado... nado... nado!
Nem reunião de negócios, nem ensaios angústiados e nem buzinas de carros.
Não há grito, não tem apito de trem.
Sob ela só a paz, o silêncio!
A minha respiração.
O pulsar do meu coração ainda enferrujado... batendo forte e rápido.
Tum tum tumtum tum tum!
Lá só eu e ela...Eu e minhas lembranças...
Eu e minhas visões de você!
E nelas eu nado... nado... nado!
Não é um dia especial
Pois então... Hoje dia 20 de outubro de 2009 é um dia qualquer...
Sem nada demais pra comemorar... sem taça nenhuma pra brindar...
Sem vinhos ou músicas... sem filme bom na tv... nada de pipocas hoje.
Hoje não é dia de conchinha... Não vai ter risos de noite... bem provável que nem nos vejamos hoje.
Hoje é terça-feira de um dia normal, nublado e com possibilidades de chuva a tarde.
Você não foi pra natação... eu acho que ainda vou pra minha...
Mas marquei salão pra fazer o pé, a mão e uns reflexos no cabelo.
É bem provável que hoje eu nem vá nadar também...
Já conversei com alguns amigos pela manhã... já te liguei pra falar bobagem do tipo: - Bom trabalho!
Realmente hoje não tem nada de especial...
Agora estou aqui sentada tentando me expressar da melhor forma possível pra você ler...
E o motivo é bem simples, bobo mesmo!
Porque nada disso que eu vou escrever aqui é novidade ou algo de extraordinário.
Não tem nenhum peso para a ciência ou para a humanidade...
E muito menos vai mudar a sua vida, ou até mesmo a minha...
Não, a minha muda sim.
Aliás já mudou... há um tempo... já mudou!
E sim, pra mim o que vou escrever agora muda tudo em relação a muita coisa.
Muda o que eu sou hoje e porque eu sou isso que você vê e sabe hoje.
E é tudo na verdade muito simples.
Sem grandes cambalhotas ou rodeios.
Sem grandes suspenses... nem grandes tesouros.
É isso que você vê aqui quando pousa os olhos sobre mim.
É o que acontece quando me toca provocando arrepios sem fim na minha pele.
É o sorriso que sai virando gargalhada pra você rir junto.
Hoje não é um dia especial, mas eu queria lhe dizer aqui nestas palavras que sinto saudades de você.
E que te amo como nunca amei ninguém.
E Muito Obrigada por tudo até aqui!
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
AH, João... Isso é lindo!
João Cabral de Melo Neto
Joaquim:
"O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte."
As falas do personagem Joaquim foram extraídas da poesia "Os Três Mal-Amados", constante do livro "João Cabral de Melo Neto - Obras Completas", Editora Nova Aguilar S.A. - Rio de Janeiro, 1994, pág.59.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Desde pequena!
Não que eu tenha crescido muito nesses tempos...
Mas é eu já fui menor que isso que sou hoje!
Mas acontece que desde pequena eu sempre achei que ia ser uma coisa.
E veja só!
Num é que eu num sou ainda...
Já cheguei perto de conseguir ser, já até fui bem mais longe do que pensei, mas...
Ainda não deu.
Tem sempre uma pedra no caminho, né Drummond!?
Baralho de pedrinha Filadaputa!!!
Bate sempre do dedim mindim.
E dedim mindim dói... mais dói... que o único jeito é parar e gritar - P.Q.P!
Daí eu penso: - Acontece! Respira que isso acontece.
Mas é eu já fui menor que isso que sou hoje!
Mas acontece que desde pequena eu sempre achei que ia ser uma coisa.
E veja só!
Num é que eu num sou ainda...
Já cheguei perto de conseguir ser, já até fui bem mais longe do que pensei, mas...
Ainda não deu.
Tem sempre uma pedra no caminho, né Drummond!?
Baralho de pedrinha Filadaputa!!!
Bate sempre do dedim mindim.
E dedim mindim dói... mais dói... que o único jeito é parar e gritar - P.Q.P!
Daí eu penso: - Acontece! Respira que isso acontece.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
FOGOS DE ARTIFÍCIO
EU: - Hoje eu quero falar de você. Acho que é porque eu preciso falar de você. Não para poder lhe por pra fora, não é isso. Mas é que se eu não começar a dizer de você vou acabar explodindo. Não que isso seja ruim! Afinal, fogos de artifícios só são fogos de artifício depois que explodem, e eles são lindos depois que explodem. É isso! Eu quero ser fogos de artifício. É isso! É essa a sensação! Meu Deus, não consigo acreditar que possa ser isso tudo! Parece que é uma coisa tão enorme que só quer mais espaço. Vai me ocupar o corpo todo! Por isso preciso falar, pra não ser completamente ocupada. Sinto sua falta. Sua presença. É como se isso também me paralisasse por horas. E ao mesmo tempo estou em ebulição eterna. Fogos de artifício! Mas na verdade isso de ter que ficar esperando para explodir esta é me matando. É como se alguma coisa estivesse me segurando, me prendendo. E minha vontade é de ir. Sempre! Minha vontade é de sair correndo, ir correr as ruas, os bairros, atravessar a cidade, as estradas. Minha vontade é de sair gritando ininterruptamente. Nunca ficar rouca. Nunca perder a voz. E explodir! Fogos de artifício! E eu chegaria na sua cidade, no seu bairro, na sua rua, e era esse o lugar que eu escolheria para subir o mais alto, o mais lindo, o mais admirável possível. E lá, do alto do seu céu, em meio às estrelas... Fogos de artifício! E era assim, era dessa forma que eu queria falar de você
Será que fogos de artifício tem prazo de validade?
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